Como detetar lombrigas nos cães e tratar esses vermes

Alexandre Faustino 08 Ago, 2019

Existem vários tipos de parasitas, que podem afetar os órgãos internos dos cães e outros animais. As lombrigas e as ténias são dois deles: parasitas internos, que afetam os órgãos intestinais do animal no qual se alojam. Estes parasitas podem ser transmitidos de diversas formas.

Os cachorros podem ser infetados pela mãe, através da placenta no nascimento, ou durante a amamentação, ao ingerir o leite materno. Quando adultos, os cães podem ficar afetados no contacto direto com outros animais contaminados, na água ou em alimentos, ou pela ingestão de outros seres vivos, como ratos, pássaros ou pulgas. Há cães que, por exemplo, têm tendência a comer fezes. Caso essas estejam infetadas com parasitas, o animal que ingeriu poderá ficar também afetado. Quando o cão tem pulgas e se coça, a mordiscar, por exemplo, há o risco de ingerir esse parasita, o que pode levar ao aparecimento de parasitas internos.

Como detetar estes vermes nos cães

Estes parasitas internos alimentam-se, essencialmente, do que está no intestino do animal hospedeiro, podendo originar diversos problemas de saúde. Tanto as ténias como as lombrigas podem ser visíveis nas fezes dos cães. As lombrigas têm aspeto de fios e apresentam-se enroladas, como se formassem um novelo de lã. As ténias são idênticas a pequenos bagos de arroz.

Mas há outros sintomas que podem indicar a presença de parasitas internos. Vómitos, diarreias, perdas de apetite e de peso, barriga inchada, pelo sem brilho e com aspeto seco e menos energia do que o habitual, são alguns dos sintomas que podem exigir uma ida ao veterinário. Se o seu cão costuma arrastar o rabo no chão há, também, a possibilidade de presença de lombrigas.

Assim que detetar estes parasitas, ou se desconfiar que o seu cão pode estar contaminado, deve levá-lo ao veterinário para ele analisar e ver qual a melhor forma de tratar os parasitas.

Eliminar e prevenir o aparecimento de lombrigas nos cães

Os parasitas vão consumindo o conteúdo dos intestinos e podem danificar os órgãos intestinais, se não forem eliminados a tempo. Só o médico veterinário poderá dizer qual o tratamento a fazer, sendo que, habitualmente, um medicamento é suficiente para tratar os vermes. Depois, deve proceder à desparasitação interna conforme indicado pelo médico veterinário.

Melhor do que tratar, é prevenir o aparecimento destes vermes. A desparasitação interna deve ser frequente e é feita por via oral, em comprimidos ou pastas, sendo que nunca deve dar este medicamento ao seu animal de estimação sem consultar um veterinário, pois só ele poderá indicar o mais aconselhado. A desparasitação deve ser iniciada aos 15 dias de vida. Até completarem três ou quatro meses, os cachorros devem ser desparasitados quinzenalmente. Depois, até aos seis meses, deve ser mensalmente.

A toma do medicamento pode ser feita em clínica, pelo veterinário, ou em casa, num ambiente mais calmo, caso o animal não seja adepto de visitas ao veterinário. Para facilitar a toma de um comprimido, poderá disfarçá-lo, por exemplo, na ração húmida, ou outro alimento que seja do agrado do animal. Em cães com estômago mais sensível, nos quais há o risco de vomitar após a toma e, consequentemente, o medicamento não ter efeito, o médico veterinário dirá qual o procedimento. Poderá, por exemplo, ser dado um protetor de estômago cerca de 20 minutos antes da refeição e, após a refeição, ser administrado o desparasitante.

Nas fêmeas deve ser feita a desparasitação interna na altura do cio e antes do parto, bem como após o parto (10 a 15 dias depois). Nos machos adultos deve ser a cada três ou quatro meses, habitualmente. No entanto, deve ter em conta que há sempre exceções e que cada caso é um caso.

A desparasitação dos cães depende sempre de diversos fatores, como a idade, o estado do animal, o ambiente em que vive e o estilo de vida. E só o veterinário poderá aconselhar corretamente sobre qual o medicamento mais eficaz para o seu cão, bem como qual deverá ser a regularidade do tratamento.

Existem outros cuidados de higiene importantes para evitar o aparecimento destes vermes: remover sempre os dejetos dos cães, bem como limpar e desinfetar com frequência canis e lugares onde o animal dorme e passa mais tempo, além da desparasitação externa. Ao evitar os parasitas externos, como pulgas e carraças, está igualmente a prevenir o aparecimento dos parasitas internos, uma vez que estes podem ser transmitidos pelos externos. Estes parasitas podem também afetar o ser humano, por isso, a lavagem frequente das mãos, de frutas e legumes, bem como a limpeza dos espaços onde o cão está, são também muito importantes.

Comentários

Deixe o seu comentário