Como ajudar o seu cão a não ter medo do fogo de artifício

Ana Camponês 20 Dez, 2019

Em quase todos os lugares se celebra a chegada do novo ano com fogo de artifício. No entanto, os cães não costumam lidar muito bem com esse barulho excessivo. Não nos podemos esquecer que os patudos têm uma audição muito superior à dos humanos, por isso, qualquer som é muito mais forte para eles, do que para nós. Por esse motivo, é essencial que proteja o seu cão nestas épocas, tentando ajudar a reduzir a ansiedade que ele sente quando ouve fogo de artifício. Mas mais importante ainda é prepará-lo ao longo do ano, para que, nestas épocas, ele consiga lidar com estas situações com mais tranquilidade.

Existem algumas dicas que podem ajudá-lo. Mas, caso não tenha tido oportunidade para isso ao longo deste ano que já está a terminar, existem outras dicas que podem ajudá-lo a amenizar a ansiedade que o seu patudo pode sentir com o barulho do fogo de artifício nesta época festiva. No entanto, não se esqueça que, o que resulta com alguns cães, poderá não resultar com outros, podendo, mesmo, ter o efeito contrário. É essencial que, qualquer que seja o método, o adapte ao seu cão, pois, ninguém o conhece melhor do que o próprio tutor.

PREPARAR O CÃO AO LONGO DO ANO PARA SITUAÇÕES DE ANSIEDADE

É essencial que ensine o seu cão a lidar com certo tipo de sons e situações, antes mesmo de elas acontecerem. Ou seja, é possível que o seu patudo tenha medo de fogo de artifício. Então, faça algumas experiências em casa, simulando esses sons. Poderá colocar vídeos no computador e aumentar o som aos poucos, para ver como o seu melhor amigo reage. Faça com que esses sons sejam banais para ele. Os barulhos de aspiradores e máquinas de lavar em casa também ajudam a que ele se habitue a sons mais fortes e, quando chegar um dia de festa em que os decibéis aumentam excessivamente, ele não terá tanto receio, pois já foi habituado a sons mais altos. É normal que, inicialmente, o patudo mostre medo, mas tente lidar com a situação com a maior naturalidade possível. Se ele perceber que isso é normal, facilmente se habitua e, de futuro, não será um cão tão ansioso quanto seria se fosse sempre protegido de tudo o que faz um pouco de mais barulho.

AJUDAR O PATUDO A NÃO SENTIR TANTO MEDO

A preparação ao longo do ano, e de toda a vida do animal, é essencial. Porém, se estão quase a tocar as 12 badaladas, não é altura para ensiná-lo a lidar com o barulho do fogo de artifício, pois já estamos mesmo em cima do acontecimento. No entanto, existem outras dicas que podem ajudá-lo a amenizar a ansiedade do seu patudo.

UM LONGO PASSEIO NUMA ZONA CALMA

Dê um passeio com o seu patudo, ao final da tarde, longe da confusão das zonas onde se celebra a passagem de ano. Muito importante: não esqueça a trela! Neste último dia do ano é normal que os barulhos característicos desta festa se comecem a ouvir desde cedo, por exemplo, foguetes ao longo do dia. Isso bastará para assustar o seu patudo e ele pode tentar fugir. Por isso, não facilite e leve-o a passear em segurança. O passeio é sempre uma forma de gastar energias e poderá ajudar a que ele fique mais calmo durante a noite, nomeadamente, enquanto soarem os barulhos do fogo de artifício.

DEIXE O CÃO EM SEGURANÇA, DENTRO DE CASA

Se o seu cão costuma estar no jardim ou no quintal de casa, abra uma exceção esta noite e deixe-o ficar dentro de casa. O barulho do fogo de artifício é realmente assustador para eles e pode ter consequências graves. Feche todas as portas e janelas, incluindo estores, - tanto para impedir fugas, como para que ele não veja sequer os flashes do fogo de artifício - e deixe-o num espaço seguro, onde se ouça o menor barulho possível. Caso ele esteja habituado ao som da televisão ou da rádio, poderá deixar algum deles ligado, para ele se sentir mais confortável, com um som que já conhece e que poderá ajudá-lo a distrair dos restantes. Preferencialmente, fique com ele durante esse tempo. O maior conforto e a melhor sensação de segurança para os cães será sempre a companhia do tutor.

BRINQUEDOS E BISCOITOS PARA DISTRAIR

Nesta noite de festa, dê ao seu patudo brinquedos para ele se distrair, assim como snacks. Um osso rígido poderá ser uma ótima forma de o manter ocupado e, consequentemente, distraído, durante algum tempo. Os snacks farão com que ele se concentre nos cheiros e nos sabores e pode fazê-lo esquecer dos barulhos que se fazem ouvir lá fora. E até mesmo um brinquedo novo pode ajudá-lo a manter-se distraído: qualquer cão gosta de uma novidade.

NÃO DÊ DEMASIADA IMPORTÂNCIA

Quando o seu cão mostrar receio, não o segure ao colo nem o mime demasiado. Isso apenas fará com que ele pense que é realmente caso para ter medo e, em próximas situações, a ansiedade dele irá aumentar. Mantenha-se descontraído, tente distrair o seu patudo o máximo que conseguir, para que ele entenda que tudo aquilo é normal. Temos consciência de que nem sempre é fácil evitar essas atitudes de proteção, quando o nosso melhor amigo se mostra receoso em relação a alguma coisa. Mas é importante que ele perceba que são situações normais, que não representam qualquer perigo.

OUTROS MÉTODOS PARA CÃES MAIS ANSIOSOS

Se mesmo com todas as dicas anteriores o seu patudo continua muito ansioso com o barulho do fogo de artifício, existem outras medidas que poderão ajudá-lo. Uma delas é a técnica do pano. Enquanto o barulho se fizer ouvir, envolva o seu patudo num pano. Poderá ser, mesmo, um cachecol: comece pela zona do peito, passe para o dorso, cruzando na zona das omoplatas, dê mais uma volta na barriga e termine com um nó ao fundo das costas do cão, junto à cauda. A pressão do pano no corpo do patudo deixa uma sensação de maior segurança e menor ansiedade. É importante testar este método previamente, com barulhos menos intensos, que pode testar em casa. Caso o seu patudo reaja bem, tente fazê-lo nesta noite de passagem de ano.Os cães podem reagir de formas diferentes, pois cada um tem o seu temperamento.

CASO NADA RESULTE...

Se o medo que o seu cão tem do fogo de artifício for demasiado intenso, se não conseguir acalmá-lo de forma nenhuma, talvez seja importante consultar um médico veterinário, de modo a perceber se existem métodos mais eficazes e adequados ao seu cão. Fazer terapia com o seu melhor amigo, recorrendo a um especialista, também poderá ser uma boa solução.

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